Automotiva

Tinta automotiva PU ou poliéster: qual a diferença e quando usar cada uma?

Marcos | Specialista Tintas
Profissional avaliando pintura de veículo em oficina de repintura automotiva

Na repintura automotiva, escolher a tinta somente pela cor é um erro.

O resultado depende de um sistema de pintura que pode envolver preparação da superfície, primer, base de cor, catalisadores, diluentes, verniz e produtos complementares.

Entre as dúvidas mais comuns está:

PU ou poliéster: qual utilizar?

As duas tecnologias possuem características diferentes e precisam ser escolhidas de acordo com o serviço.

O que é tinta poliéster automotiva?

A base poliéster é amplamente utilizada em sistemas de repintura automotiva.

Ela é responsável principalmente pela cor e permite diferentes efeitos e tonalidades.

Depois da aplicação da base poliéster, normalmente é utilizado verniz como parte do sistema de acabamento e proteção.

O que é tinta PU?

PU é a abreviação de poliuretano.

Existem sistemas automotivos em poliuretano que oferecem acabamento, resistência e durabilidade adequados para diferentes aplicações.

A utilização correta depende da especificação de cada produto, processo da oficina e resultado desejado.

Então qual é melhor: PU ou poliéster?

Não existe uma resposta única.

A pergunta mais adequada é:

Qual sistema é indicado para este serviço?

A escolha pode depender de:

  • cor desejada;
  • tipo de veículo;
  • pintura original;
  • tamanho do reparo;
  • acabamento esperado;
  • processo utilizado pela oficina;
  • produtos que fazem parte do sistema.

O verniz faz diferença?

Sim.

Em sistemas que utilizam base poliéster, o verniz é parte importante do acabamento final.

Brilho, profundidade, resistência e aparência podem ser influenciados pela escolha e aplicação correta do verniz.

E o primer?

Antes da tinta existe uma etapa fundamental: a preparação da superfície.

O primer pode auxiliar na:

  • preparação;
  • uniformização;
  • aderência;
  • proteção do substrato;
  • construção de uma base adequada para as próximas etapas.

Aço, alumínio, plástico, fibra e superfícies já pintadas podem exigir tratamentos diferentes.

Posso misturar produtos de sistemas diferentes?

É necessário cuidado.

Catalisadores, diluentes, primers, tintas e vernizes possuem características e especificações próprias.

Sempre devem ser observadas:

  • ficha técnica;
  • relação de mistura;
  • tempo de secagem;
  • intervalo entre demãos;
  • compatibilidade entre os produtos.

A cor também exige atenção

Uma tonalidade visualmente semelhante não significa necessariamente que a cor será idêntica à pintura existente.

Podem existir:

  • variantes de tonalidade;
  • envelhecimento da pintura;
  • exposição solar;
  • reparos anteriores;
  • diferenças entre lotes ou sistemas.

Pintura automotiva é um sistema

Um processo profissional pode envolver:

preparação → primer → preparação da base → cor → verniz/acabamento → finalização.

Não existe um único produto responsável por todo o resultado.

Como escolher corretamente?

Antes da compra, procure ter informações como:

  • veículo;
  • ano;
  • peça que será pintada;
  • código da cor quando disponível;
  • pintura completa ou reparo;
  • tipo de substrato;
  • acabamento desejado.

Quanto mais informação estiver disponível, melhor poderá ser a orientação. Conheça nossas soluções para repintura automotiva.

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